Nota da Redacção: Júlio Pomar

Nº 1743 - Verão 2018
Publicado em Cultura por: Redaccao Seara Nova (autor)

JÚLIO POMAR, Almoço do Trolha, 1946-50, Óleo sobre aglomerado, 120 x 150 cm, Coleçcão Manuel de Brito, © António Jorge Silva / AMJP

JÚLIO POMAR, «Almoço do Trolha», 1946-50, Óleo sobre aglomerado, 120 x 150 cm, Coleçcão Manuel de Brito, © António Jorge Silva / AMJP

Recentemente contactámos Júlio Pomar no sentido de obter a sua autorização para podermos publicar algumas das suas obras nas capas da nossa revista.

A “Estrada Nova” que ilustra a capa do presente número é um das duas obras que colocou ao nosso dispor para esse efeito.

Entretanto fomos surpreendidos com a sua morte pelo que a Seara Nova, de que foi destacado colaborador na década de 40 e pela qual manteve vivo o seu interesse até ao final da sua vida, homenageia o artista publicando também um excerto do seu artigo "O pintor e o presente", publicado na Seara Nova n.º 1015 de 11 de Janeiro de 1947 que ilustramos com a sua obra “Almoço do trolha”.

“Se o pintor tomou posição perante as realidades do mundo (e o tomar dessa posição deve, quanto mais não seja, ser considerado como um imperativo de ordem moral) se aceita, ou diz aceitar a disciplina que tais realidades impõem, saberá compreender a urgência que há na meditação coerente sobre a utilização real do que escolheu para seu meio de expressão: a pintura. Ele terá de meditar sobre todos os problemas que se lhe põem, como homem, e como artista. E não será tempo perdido o que gastar em tal meditação: meditação que terá de ser um exame realista, objectivo, do que fez e do que se propõe fazer, e que o integrará, como ser consciente, na marcha consciente das forças progressivas da nação.”

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